Texto Sérgio Del  Giorno.

 

A Grande concorrência no mercado de transporte rodoviário de cargas faz com que a gestão correta dos custos operacionais seja uma vontade competitiva . Segundo Felipe Battistela

, coordenador da área de Gestão de clientes e Marketing de Pós-venda da Volvo, algumas empresas do setor ignoram os reais componentes desse custo, o que acaba acarretando pela perda de rentabilidade e má gestão de manutenção de frota. “O mercado exige empresas cada vez mais profissionais.O custo operacional é um importante componente do negócio e tem que ser calculado de forma correta, com modernas metodologias de gestão” diz.

Riberto Lima, um dos sócios da Lima Transportes , de Tubarão (SC), tem experiência na área e concorda com Battistela. “ Para mim, o grande valor de um administrador é a informação. Nesse quesito, saber qual o seu custo operacional é premissa básica de dados de mais de 20 anos “, diz.

E ele tem bagagem. A empresa, criada em 1972, atua em cinco estados, com duas filiais no Paraná e outras duas em São Paulo.  Por mês, transporta cerca de 70 mil toneladas de diferentes produtos a granel voltados a diversos segmentos da indústria. Na frota utiliza caminhões Volvo dos modelos FH380 e FH400. Uma operação complexa ,que não poderá ser tocada sem um olho clínico para controle e redução de custos.

   Segundo Lima, um dos pontos mais importantes para controlar os custos é a capacitação profissional. “ Com o treinamento de nossos motoristas, de cara, reduzimos 12% de nosso gasto com co0mbustíveis, fora os outros itens, como lona de freio e peças”, afirma.  Outra “mina de ouro”para os empresários, segundo ele, é a otimização de frota, que significa avaliar cuidadosamente horários e trajetos para garantir a maior agilização possível nas cargas, sem deixar veículos parados ou aguardando para carregar ou descarregar.  “ Só com esse planejamento bem feito, temos uma economia de cerca de 18% em nossos custos”, diz.

 E a lista de Lima vai longe: atenção ao cálculos ao cuidado com pneus, peças e manutenção, por exemplo, que são determinantes na composição dos custos.  E dá as dicas: “  Para dar maior vida útil aos pneus, é preciso ficar atento à calibragem e ao peso correto da carga. A manutenção preventiva também ajuda e, na hora de trocar peças, só as de boa qualidade porque, no fim, o barato sai caro”,diz. “ É  fundamental se planejar. Já se foi o tempo do eu acho. Hoje em dia, tudo tem que ser baseado em análise de informação” diz.

 

 COMPETITIVIDADE

Consultor em gestão empresarial, o professor Mauro Jordan reforça essas dicas .” Independente do tamanho da empresa, esse é o tipo de coisa que chamamos de fazer a lição de casa. A grande competitividade do mercado reduz a possibilidade de cobrar mais caro pelos fretes. Resta aos transportadores ganharem com uma gestão correta de custos” , diz.

 

Para Jodan, o empresário precisa verificar todas as varáveis em cada tipo de serviço. “ Tem que analisar o percurso, as condições da estrada, o tipo de caminhão e de carga, o tempo de carregamento e várias outras . Para caso é um caso” , diz. Para empresas que ainda não têm nenhum tipo de planejamento nessa área, o consultor dá uma sugestão.  “ O importante é começar. /crie um sistema próprio, mesmo que seja simples, e coloque na ponta do lápis todos os gastos que tem. Com o tempo, o empresário pode ir estudando e se especializando” , afirma.

   Uma falha comum é não levar em conta certos itens que devem entrar no cálculo.  Felipe Battistella. Da Volvo , cita, por exemplo, o quesito “ custo de capital” , que mostra quanto o empresário estaria ganhando caso o dinheiro, em vez fr aplicado em um caminhão, renderia em uma aplicação financeira.

  Outro fator que, à primeira vista, passa despercebido é o competitivo custo real das peças genuínas, “ No cômputo geral , peças corretivas representam apenas 4,5% do custo operacional total, valor relativamente pequeno se comparado com outros gastos, como combustível, que representa 46%” , analisa Battistella . Outro item que muitas vezes não é levado em consideração é o de despesas de escritório.